Em 15 de Maio de 2014, depois de vários dias a descer o nível de água, o Sistema Cantareira apresentava um nível de apenas 8,2% que correspondia a cerca de 80,5 milhões de m3 de água.

No dia 16 de Maio de 2014 entrou em operação a primeira reserva técnica, que populamente é chamada de "Volume morto". Esta reserva tem uma capacidade de 182,5 milhões de m3 e permitiu à população de São Paulo descansar um pouco relativamente à crise hídrica em São Paulo. Nesse dia a cpacidade disponível passou para 232,5 millões de m3.




Mesmo com essa medida e para reduzir o consumo do principal sistema de abastecimento de São Paulo, o nível de água no Sistema Cantareira um ano depois do início da operação do volume morto é de apenas 194 milhões de m3.

Entretanto a Sabesp implementou outras medidas para evitar o rápido consumo dessa água.

As principais medidadas que a Sabesp implementou foram:
Redução de Pressão
Com a redução de pressão durante a noite, há menos perdas de água na rede de distribuição e a população pode mesmo assim usar a água e encher as suas caixas de água. Esta medida foi muito importante para a redução de vazamentos.
Redução voluntária de consumo
A Sabesp passou a premiar os clientes que consigam baixar o consumo de água. O prêmio era dado sob a forma de desconto adicional na conta da água. Desta forma muitos consumidores reduziram o consumo de água, receberam um desconto maior e ficaram mais alertas para o consumo de água em excesso.
Mudança de Sistema
Para evitar a dependência do principal sistema de abastecimento de água de São Paulo, a Sabesp fez algumas mudanças na sua rede e alguns clientes passaram a ser abastecidos por outros sistemas que tinham menos risco de baixar o nível de água de forma tão rápida.





Em 23 de Outubro de 2014, mesmo com essas medidas e com a reserva técnica, o Sistema Cantareira chegou a apenas 29,5 milhões de m3 de água disponíveis. Foi uma situação crítica e a Sabesp colocou em operação em 24 de Outubro de 2014 a segunda reserva técnica que permitiu acrescentar 105 milhões de m3 de água ao sistema cantareira. O valor disponível passou então para 134,5 millhões de m3.

Desde então o volume de água no Sistema Cantareira tem flutuado e começou novamente a descer de forma consistente, mas lenta, em Maio de 2015.

Existe ainda a possibilidade de ampliar o Sistema Cantareira em mais 180 milhões de m3, desde que executadas obras que ampliem as instalações para o bombeamento.

Desde Julho de 2014 que o Sistema Cantareira está dependente das reservas técnicas e o nível ainda não subiu o suficiente para deixar de usar a reserva técnica.

Os próximos meses deverão reforçar ainda mais esta tendência. Historicamente nos meses de Inverno os níveis do Sistema Cantareira baixam consideravelmente.

Futuro?

Se nada de muito diferente for feito e se não houver uma maior quantidade de chuva, os próximos meses e anos poderão ser muito difíceis e a crise hídrica poderá apenas estar a começar.